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Hábitos3 min de leitura

Quando o apetite e a digestão mudam: comer, se hidratar, se mover e descansar

Porções pequenas, água em golinhos, caminhadas leves e sono regular: hábitos do dia a dia para qualquer fase em que o apetite ou a digestão mudam.

Imagem ilustrativa

Quando o apetite ou a digestão mudam, o mais sensato costuma ser parar um instante e ouvir o que o corpo está pedindo, em vez de seguir no piloto automático. Uma gripe, uma viagem longa, semanas de estresse, uma rotina de trabalho nova ou uma dieta recém-começada podem alterar a fome que você sente e o jeito como as refeições caem. Não existe receita única, mas existe um punhado de hábitos comuns que ajudam em quase qualquer fase assim.

Um bom ponto de partida é fazer três perguntas ao fim do dia: comi o suficiente? Bebi líquido o bastante? Dormi o que preciso? Repassar as respostas por alguns dias ajuda a enxergar padrões sem dramatizar nada.

Quando dá pouca vontade de comer

Com pouco apetite, o prato de sempre pode parecer uma montanha. Costuma ser mais leve servir menos e repetir se ainda couber, ou dividir a comida do dia em vários momentos pequenos em vez de três grandes. Preparos simples, como caldo, arroz cozido, omelete, iogurte ou uma fruta madura, pedem pouco trabalho da digestão e são mais bem aceitos do que pratos elaborados.

Vale também fazer o pouco que entra render: incluir alguma proteína (ovo, queijo, leguminosas, peixe) e não deixar muitas horas passarem sem comer nada. Comer devagar, sem telas e sem se obrigar a limpar o prato ajuda a perceber quando já foi suficiente.

Quando a barriga anda pesada

A sensação de peso ou de inchaço melhora, às vezes, com mudanças pequenas. Comidas muito gordurosas, frituras e molhos pesados demoram mais para ser digeridos; nesses dias, vale preferir preparos leves, como grelhado, assado ou cozido. A fibra de frutas, verduras, aveia e leguminosas ajuda o intestino, desde que entre aos poucos e com líquido; aumentar de uma vez costuma provocar gases.

A água desce melhor em goles espaçados ao longo do dia do que em um copo enorme de uma só vez. Caldos, sopas, frutas suculentas e chás sem açúcar também contam. Depois de comer, uma caminhada curta e tranquila, e ficar um tempo sentado ou em pé em vez de deitar logo, costumam cair bem.

Quando falta energia

O cansaço raramente tem uma causa só. Antes de buscar explicações complicadas, confira o básico: se você comeu menos que o habitual, bebeu pouco líquido ou dormiu mal, qualquer uma das três coisas basta para deixar o corpo sem força. Manter horários de sono regulares, jantar cedo e leve e guardar as telas à noite ajuda a descansar melhor.

Nos dias mais fracos, é razoável exigir menos de si: uma caminhada no lugar de um treino puxado, pausas curtas durante o dia, um pouco de luz natural. Movimentar-se com suavidade costuma fazer mais bem do que ficar totalmente parado, mas não há por que forçar nada.

Sinais de que vale falar com um profissional de saúde

Os hábitos do dia a dia não substituem uma avaliação, não prometem alívio e não servem para todas as situações. Procure um profissional de saúde se aparecer algum destes sinais:

  • vômitos que não param ou dificuldade de manter líquidos no corpo;
  • dor abdominal forte;
  • sinais de desidratação, como sede intensa, boca muito seca, urina escassa e escura, tontura ao levantar ou batimentos acelerados;
  • perda de peso sem explicação;
  • febre alta, ou sangue no vômito ou nas fezes;
  • sintomas que se prolongam por vários dias ou que pioram em vez de melhorar.

O mesmo vale se você tem diabetes, está grávida ou tem uma doença digestiva e quer mudar a forma de comer: nesses casos, a orientação individual vem primeiro.

Conteúdo informativo; não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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